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Tratamento
Não existe qualquer terapêutica
específica que “sirva” a todos os
doentes. O que parece ser mais eficaz são várias
combinações
terapêuticas a que se chegou de forma empírica e
pragmática.
A multifactoriedade e a diversidade das
manifestações, a variedade das
necessidades e a complexidade das preocupações
dos doentes com FM,
justifica plenamente que a sua abordagem terapêutica seja
realizada por
uma equipa pluridisciplinar, em que todos os profissionais
intervenientes, coordenados pelo reumatologista, devem conhecer todas
as modalidades potencialmente úteis para o controlo da FM.
Mas se a terapêutica da FM deve ser multifacetada a abordagem
dos doentes deverá ser individualizada.
Apesar da maioria dos doentes continuar a referir dor
crónica, uma
abordagem correcta e responsabilizadora do próprio doente
pode melhorar
muito a função e a qualidade de vida de muitos
deles.
O envolvimento activo do doente, quer na escolha quer na
realização das
diversas modalidades terapêuticas utilizadas para o controlo
da sua
doença, torna-o mais aderente e colaborante aumentando assim
a eficácia
do tratamento.
Evolução e prognóstico da
doença
Existem poucas informações disponíveis
acerca da evolução e prognóstico da
Fibromialgia.
Contudo, perante a história natural da FM parece indicar que
a maioria
dos doentes continua sintomática, alternando
períodos de agravamento
dos sintomas com outros de atenuação dos mesmos.
As remissões são
raras, embora por vezes existam ligeiras melhorias nomeadamente da dor
e da fadiga.
As características da FM que mais interferem com o seu
prognóstico são
o modo de início, a presença de
angústia e de perturbações do humor e
a
existência de incapacidade para o trabalho e lazer. De facto
a
gravidade global da FM correlaciona-se com a dor, o estado
psicológico
e o estado funcional dos doentes.
Perante os dados existentes actualmente crê-se que a FM
“é para sempre”
pelo que se torna necessário planear e realizar mais e
melhor
investigação com o objectivo de optimizar a
abordagem do doente
fibromiálgico e planear, racional e economicamente, os
cuidados de
saúde necessários.
Importância do acompanhamento médico
Os doentes com FM devem ser seguidos de forma regular e
periódica. Este procedimento é importante para:
1) monitorizar a resposta ao tratamento;
2) reajustar os programas terapêuticos;
3) abordar correcta e atempadamente as
exacerbações da FM;
4) resolver outros problemas/situações associadas
que afligem os doentes;
5) encaminhar os doentes para outros profissionais de saúde
quando necessário;
6) oferecer suporte emocional e orientação
comportamental;
7) encorajar a prática regular de exercício
físico adequado;
8) educar, reassegurar e empenhar o doente na
execução da terapêutica.
Esta forma de abordagem do doente com FM pode reduzir os
níveis de insucesso terapêutico.
Causas
Não existe uma causa única para a Fibromialgia,
dada à complexidade da
doença, alguns investigadores admitem poder tratar-se de uma
série de
causas. A sua patogenia é uma cadeia de acontecimentos em
que alguns
elos são mal definidos ou mesmo desconhecidos.
A investigação sobre as possíveis
causas da Fibromialgia tem-se
orientado em áreas como o músculo, o sistema
nervoso central, o sistema
nervoso autónomo, o sono, causas genéticas, o
sistema imunitário, o
metabolismo e o estado psíquico dos doentes.
Factores desencadeantes
Factores diversos, isolados ou combinados, podem favorecer o
aparecimento da Fibromialgia, entre eles doenças graves,
traumas
emocionais (morte de um familiar, divórcio, etc.) ou
físicos (acidente
de viação, traumatismo,
intervenção cirúrgica, etc.), uma
infecção, um
episódio de gripe ou alterações
hormonais.
Predisposição genética
Os familiares de doentes com FM apresentam uma prevalência
superior de
FM e maior sensibilidade dolorosa do que a
população em geral.
É portanto provável a existência de uma
predisposição genética, que em
conjunto com factores ambientais e comportamentais, susceptibilize
determinados indivíduos para desenvolver FM e outras
alterações
associadas. Não estando no entanto, comprovada uma
componente
hereditária.
Personalidade
Embora não se possa falar de uma personalidade
“fibromiálgica”, existem
no entanto determinadas características que são
comuns a quase todos
estes doentes. Estas características enquadram-se dentro da
chamada
personalidade “pró-dolorosa”.
1. Grandes trabalhadores/ grande empenhamento
2. Actividade excessiva / perfeccionismo compulsivo
3. Incapacidade para relaxar e “gozar” a vida
4. Negação de conflitos emocionais e interpessoais
5. Incapacidade de coping com hostilidade/raiva
6. Necessidades infantis (dependência e carência)
A quem referenciar
Devido à multiplicidade dos sintomas, os doentes com FM
poderão ser
acompanhados por várias especialidades, que
deverão trabalhar em
sintonia, para um melhor resultado no tratamento.
Idealmente tratada nos cuidados de saúde
primária, poderá
circunstancialmente ser referenciado a determinada especialidade
consoante a dificuldade em debelar sintomas específicos.
Assim as
especialidades a que os doentes com FM mais recorrem são:
- Reumatologia (dor difusa, rigidez e disfunção)
- Neurologia (alterações do sono, parestesias e
cefaleias)
- Psiquiatria (ansiedade, depressão)
- Gastrenterologia (cólon irritável,
perturbações gástricas)
- Cardiologia (s. Raynaud, palpitações, dor
torácica)
- Ginecologia (dismenorreia, redução libido)
- Urologia (bexiga irritável, “dor rins”)
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| Disclaimer: As informações
disponibilizadas neste site servem somente para fins educativos
e não podem, de forma alguma, substituir o papel do médico.
Caso suspeite padecer de alguma destas doenças, sugerimos
que consulte um médico. Todas as decisões relativas
ao tratamento a seguir devem ser tomadas em conjunto pelo doente
e o seu médico assistente tendo em consideração
as características exclusivas de cada paciente. Não
tome nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico
pois pode ser perigoso para a sua saúde. |
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