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Embora a Síndrome de Fadiga Crónica (SFC)
também designada por
Encefalomielite Miálgica (EM) ou Síndrome de
Fadiga Pós-viral, seja a
primeira doença em que algumas pessoas pensam quando se
encontram num
estado de fraqueza e exaustão sem razão aparente,
esta é responsável
por apenas 3% dos casos de fadiga persistente.
Síndrome de Fadiga Crónica é um
conjunto bastante complexo de sintomas
onde o sintoma predominante é uma fadiga intensa que se pode
tornar
incapacitante (uma forma profunda de exaustão e falta de
energia) para
mais de metade dos doentes. Os outros sintomas mais referidos
são:
cefaleias, dores musculares e articulares,
perturbações emocionais,
alteração nas capacidades de
memorização e concentração,
perturbações
visuais, dor nos gânglios linfáticos e dor
abdominal.
Cada sintoma individualmente pode apresentar-se em maior ou menor
intensidade em cada doente, mas o quadro conjunto aparece muito
idêntico em todos os doentes. Os sintomas podem ser
totalmente
incapacitantes e persistir durante anos ou podem ser moderados ao ponto
de apenas provocar incómodo na vida diária do
doente.
A Síndrome de Fadiga Crónica foi classificada
pela Organização Mundial
de Saúde em 1990 com o código G93.3, na categoria
das doenças do
sistema nervoso, tendo os critérios de
diagnóstico sido estabelecidos
pelo US Centers of Disease Control (CDC) em 1988 e revistos em 1994.
As causas da SFC são desconhecidas e não existe
nenhum teste de
diagnóstico preciso. Contudo, para muitos dos doentes, o
início dos
sintomas começa muitas vezes com um mal-estar semelhante ao
da gripe.
Embora tenham sido relacionados com a SFC vários agentes
infecciosos,
não foi demostrado que algum deles fosse a causa efectiva do
surgimento
da Síndrome e alguns casos podem ter causas não
infecciosas.
O diagnóstico é feito procurando sintomas e
despistando outras
possíveis causas como a depressão ou uma
patologia. Testes de rotina ao
sangue geralmente revelam resultados normais.
A SFC é considerada uma doença rara que pode
afectar entre 75 e 260
pessoas por cada 100.000 habitantes, consoante os países,
calculando-se
que possam existir cerca de 15 mil doentes em Portugal. Incide cerca de
três vezes mais em mulheres do que homens, atinge pessoas de
todas as
etnias, grupos sócio-económicos e de todas as
idades (predominantemente
entre os 25 e os 45 anos podendo no entanto, afectar também
crianças ou
pessoas de mais idade).
O prognóstico destes doentes varia muito, enquanto uns
recuperam,
outros oscilam entre períodos relativamente bons com outros
menos bons
e apenas uma minoria piora gradualmente com o passar do tempo.
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| Disclaimer: As informações
disponibilizadas neste site servem somente para fins educativos
e não podem, de forma alguma, substituir o papel do médico.
Caso suspeite padecer de alguma destas doenças, sugerimos
que consulte um médico. Todas as decisões relativas
ao tratamento a seguir devem ser tomadas em conjunto pelo doente
e o seu médico assistente tendo em consideração
as características exclusivas de cada paciente. Não
tome nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico
pois pode ser perigoso para a sua saúde. |
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