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A terapêutica medicamentosa deverá ser
direccionada para os sintomas
específicos de cada doente. Doentes com SFC parecem ser
particularmente
sensíveis a determinados fármacos, em especial
aqueles que actuam no
Sistema Nervoso Central. Assim a estratégia a adoptar
é iniciar o
tratamento com doses muito baixas e fazer um escalonamento gradual
até
se obter o efeito pretendido com boa tolerância.
É importante realçar que todos os
fármacos podem provocar efeitos adversos, que conduzem, por
vezes a novos sintomas.
Principais Grupos Fármaco/Terapêuticos
Antidepressivos Triciclícos
Baixas doses de antidepressivos triciclícos melhoram o sono,
tornando-o mais reparador. A dor generalizada também pode
sofrer uma
diminuição.
Neste grupo incluem-se a amitriptilina, a nortriptilina, a desipramina
e a doxepina.
As posologias indicadas são muito mais baixas das usadas
para tratar a
depressão. Os efeitos adversos mais comuns são:
boca seca, aumento
ligeiro de peso e alteração do ritmo
cardíaco.
Antidepressivos
Os antidepressivos das novas gerações como os
SSRI (inibidores
selectivos da recaptação da serotonina)
têm sido prescritos em doentes
com esta patologia com algum benefício.
Deste grupo fazem parte a fluoxetina, a paroxetina e a sertalina.
Outros fármacos, com mais algumas especificidades a
nível dos
neurotransmissores, têm produzido bons resultados e
são eles a
venlafaxina, a trazodona e a bupropiona.
Os efeitos adversos variam de fármaco para
fármaco, mas não têm grande significado
clínico.
Ansiolíticos
São fármacos prescritos para tratar
situações de pânico e
ansiedade. Neste grupo incluem-se o alprazolam, o clonazepam e o
lorazepam. Em relação ao clonazepam, o seu uso
exagerado pode provocar
vertigens e sensação de queimadura na pele. Estes
medicamentos não
devem ser usados por rotina no tratamento do SFC.
Os efeitos adversos mais comuns são:
sedação, amnésia e tremor.
Estimulantes
A fadiga, por si só, não é uma
indicação formal para uma
terapêutica sintomática. Contudo se a fadiga
representa letargia ou
sonolência diurna poderá haver necessidade de uma
abordagem
farmacológica. Alguns ensaios mostraram que a amantadina e o
modofanil
serão úteis.
Antiinflamatórios não esteróides (AINS)
Este vasto grupo de medicamentos pode ser prescritos para
alívio
da dor e febre. Os mais utilizados são: o naproxeno, o
ibuprofeno e o
piroxicam.
A dor pode ainda se diminuída com a
utilização do tramadol, os inibidores da Cox2 e
Cox1 – celecoxibe e refecoxibe.
Todos estes fármacos são, normalmente, seguros
quando usados
cautelosamente, no entanto, também provocam efeitos
adversos: lesão
renal, hemorragia digestiva, dor abdominal, náusea e
vómitos.
Alguns doentes adquirem dependência a esta
terapêutica.
Antimicrobianos
O SFC tem uma etiologia multifactorial. Uma das hipóteses
é a
presença de uma infecção, mas ainda
nada foi verdadeiramente
comprovado. Os antibióticos, antivíricos e
antifúngicos não devem ser
usados, a menos que haja a um diagnóstico objectivo duma
infecção
concomitante.
O uso indiscriminado de um antimicrobiano pode conduzir a um aumento
das resistências dos microrganismos a estes
fármacos, correndo-se o
perigo de ter dificuldade em tratar futuras
infecções.
Antialérgicos
Alguns doentes apresentam histórias de alergia, e estes
sintomas
podem resurgir periodicamente. Os antihistamínicos
não sedativos são
eficazes. Neste grupo de fármacos os mais importantes
são: o astemizol
e a loratadina, contudo, a terapêutica
antialérgica não é eficaz no
tratamento da SFC. Os antihistamínicos sedativos como o
benadril são
usados ao deitar, como ajuda nas perturbações do
sono.
Os efeitos adversos mais frequentes são:
sonolência, fadiga e cefaleias.
Antihipotensores /Antihipertensores
Em geral, só alguns antihipotensores produzem efeito nos
doentes
com SFC. Estes fármacos devem ser usados com toda a cautela.
Dos
antihipotensores a fludrocortisona é a mais prescrita.
Em situações de hipertensão o atenolol
é, sem dúvida, uma boa escolha.
A midodrina é um fármaco hipertensor que eleva a
tensão arterial
directamente.
Um aumento da ingestão de sal e água
estão recomendados, mas sempre, sob vigilância
clínica.
Por fim….
Fármacos e terapêuticas em estudo
Ampligem
Imunoglobulina Inespecífica
Corticosteróides
Dehidropiandrosterona (DHEA)
Suplementos Diatéticos
Vitaminas, Coenzimas e Minerais: AMP, Coenzima Q10,Vit.B12.
Vit.C e A, Melatonina
IMPORTANTE -Todas estas novas abordagens terapêuticas ainda
não foram
validadas com estudos credíveis na Síndrome de
Fadiga Crónica.
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| Disclaimer: As informações
disponibilizadas neste site servem somente para fins educativos
e não podem, de forma alguma, substituir o papel do médico.
Caso suspeite padecer de alguma destas doenças, sugerimos
que consulte um médico. Todas as decisões relativas
ao tratamento a seguir devem ser tomadas em conjunto pelo doente
e o seu médico assistente tendo em consideração
as características exclusivas de cada paciente. Não
tome nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico
pois pode ser perigoso para a sua saúde. |
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