Apesar de não estar inicialmente
contemplada a sua existência nos estatutos, depressa
nos apercebemos que era premente a criação
de uma Delegação no Distrito de Setúbal
devido ao crescente número de sócios e
doentes, que não sendo sócios nos contactavam
e frequentavam os grupos de apoio.
Apenas dois meses após o surgimento da Myos,
a 19 de Julho, durante um almoço convívio
promovido pela associação, foi constituída
a comissão instaladora. No dia 20 foi passada
a certidão à Comissão Instaladora
da Delegação de Setúbal, que lhe
permitia assim iniciar a sua actividade.
No decorrer de 2003, conseguimos através de
apoios de empresas locais e de um laboratório,
garantir a presença de vários elementos
no I Congresso Nacional de Fibromialgia, que se realizou
no Porto.
Estabelecemos contactos com médicos, clínicas,
ginásios, piscinas e centros de terapias complementares,
fazendo vários acordos para benefício
dos sócios.
Nos Hospitais de Almada e Barreiro, encontrámos
apoio de médicos de diversas especialidades,
nomeadamente nos serviços de Reumatologia, Neurologia,
Psiquiatria e Unidades de Dor.
As Autarquias têm tido um papel importante ao
cederem salas das suas Juntas de Freguesia, para a realização
das reuniões dos grupos de apoio.
Fizemos uma venda de Natal, onde incentivámos
os nossos doentes a tornarem-se activos, fazendo alguns
trabalhos. Doentes reformados ou desempregados, encontraram
assim uma forma de ajudar e serem ajudados.
Para concluir o ano realizámos um Jantar de
Natal, onde o convívio se conseguiu sobrepor
à dor, levando algumas pessoas a dar uns passos
de dança.
A 5 de Março realizou-se a primeira Assembleia-Geral
e Eleições, estando neste momento em funções
os Órgãos Sociais eleitos.
Além do grande empenho na divulgação
e compreensão da doença por parte dos
médicos e da população em geral,
temos investido na mudança de atitude dos doentes
perante a doença. A aprendizagem nem sempre é
fácil e alguma tendência para a vitimização
torna por vezes difícil a nossa tarefa de ajudar
os doentes a encontrar a melhor postura para o convívio
diário e doloroso com a doença. O optimismo,
a actividade física regular bem orientada e o
convívio, são algumas das armas a usar
para o alívio de alguns sintomas, ajudando também
a desviar o pensamento da doença.
Ambicionamos que os doentes possam cada vez mais beneficiar
dos resultados dos esforços investidos, quer
da nossa parte, quer da parte dos médicos e principalmente
do empenho que cada um põe no seu próprio
tratamento. Que possam vir a beneficiar dos apoios sócio-económicos
que neste momento muitas vezes lhes são vedados
ou dificultado o acesso, pelo não reconhecimento
ou pouco entendimento da doença por parte de
algumas pessoas e entidades.
Esperamos também poder contar com o apoio de
empresas e pessoas, que com os seus donativos contribuam
para a manutenção do nosso trabalho, que
apenas com a quotização dos sócios
seria impossível de manter.
Contamos consigo, para que possa contar connosco.
Obrigado a todos os que connosco colaboram.
Maria João Freire
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